A Suderj informa: sai Moedor de Carne e entra Carne Moída


“A gente vai falar de dois só, nós só ‘vai’ entregar o Judiciário e o Executivo, a Odebrecht moeu o Legislativo, nós vamos moer...”

O trecho da gravação entre Joesley e Saud, que tanta indignação está causando no Supremo e adjacências, é questionável. Afinal, os ainda Free Boys possuíam o total controle sobre a Friboi. Assim, fica a dica à turma da J&F, subitamente sem representantes de peso para encarar a balança da Justiça.

Um bom advogado, não um almofadinha egresso do MP, mas um criminalista das antigas, poderia encaminhar a questão por meio de um caminhão frigorífico, antes que seus potenciais constituintes sejam transformados em carga perecível. Basta que um perito autônomo, de preferência não o profissional do grampo contratado pela defesa de Temer, por flagrante conflito de interesses, sustente tecnicamente a alegação da defesa de que o aludido diálogo entre bêbados tratava das responsabilidades do grupo na distribuição do produto. Afinal, não eram lenientes na ocasião.

Para tanto, a contração da preposição ‘em’ com o artigo definido ‘o’ sairia da gramática para entrar no campo jurídico por meio de laudos com assinaturas sonoras próprias dos nocivos efeitos do álcool. Tal ação seria corroborada pela conjugação do verbo ir, que não foi para o plural como deveria. Há, ao final do próprio trecho em análise, o contraditório que marca a fase de produção do derivado de proteína animal, modalidade em que são campeões mundiais graças aos laticínios italianos empregados na cozinha Kitchen’s de Lula e sustentados por um coração valente.

As reticências diriam tudo ao final, nos autos, antes de pegarem o jatinho.

#Joesley #Saud #Friboi