Dupla caipira

18/09/2017

As duplas, ou dobradinhas, têm tradição no país: Pelé/Coutinho, Didi/Garrincha, Tom/Vinicius, Chico/Edu, Peri/Ceci, Menescal/Boscoli, João/Maria, Leno/Lilian, Sulivan/Massadas, Roberto/Erasmo, os gringos Tico/Teco, Tom/Jerry... Aí vieram as duplas caipiras, e de Chitãozinho e Chororó, Pena Branca e Xavantinho até hoje, o país foi tomado por esta profusão de duplas. O tempo passou, a música sertaneja tomou proporções gigantescas, as duplas se transformaram em caipiras milionários(as), afinal nosso imenso país é rural, e vida que segue.
A crise que vivemos neste 2017 é inimaginável, dantesca, colossal, e acrescente o leitor o adjetivo que lhe aprouver. Odebrecht, Camargo Correia, Carioca, as grandes empresas construtoras há muito dão as cartas e mantém no cabresto nossos dirigentes magnos. Engenheiros de obras pouco econômicas, de concorrências viciadas, de superfaturamentos e propinas que regavam nossa classe política.
E eis que surge a grande dupla, a parceria imbatível, a dobradinha que mudou a história: Wesley/Joesley! Perceberam os nomes?  Com todo o preconceito do mundo, Joesley e Wesley é o cacete! Tahyanne, Maicon, Reverson, Xislaine,  Rhayane, Michelly, uau! A criatividade de nossa gente é inesgotável. Também, Pelé foi botar o nome da filha de Kelly Cristina... 

E chegamos a Wesley e Joesley.

A Educação é a questão central do Brasil, razão maior de tantas mazelas que impedem a inserção do país entre as nações avançadas. Educação dá desenvolvimento, dá norte, dá limite, dá vergonha na cara, dá qualidade às pessoas.

Falta de educação dá... Joesley e Wesley! Saem os pilantras da Engenharia e entram os pilantras da JSL, multi-empresa, multi-esquema, multi-safados, multidões saqueadas.
E Geddel, o que é ísso? Excrecência?  Excremento?  Escrotidão? Todas as respostas acima!

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