Ministério Público põe em xeque o Legado Olímpico

 

O procurador Leandro Mitidieri protocolou uma ação no Ministério Público Federal questionando sobre a durabilidade do legado olímpico no dia 30 de maio de 2017, a mais recente de uma serie de questionamentos sobre esse evento. Dentre as instalações agora inutilizadas está o parque olímpico na Barra da Tijuca (recentemente utilizado para sediar o Rock in Rio), obra que custou 2 bilhões em investimento do governo federal, que se encontra abandonado e sem destino certo.

Toda a área no entorno das instalações precisou ser revitalizada. Exemplo disso é a construção do BRT TransOlímpica, que integra o bairro de Deodoro ao Recreio. No entanto, a durabilidade de tais obras começou a ser questionada ainda antes do evento. Em junho de 2016, o Ministério Público entrou com uma ação civil exigindo a apresentação do plano de legado ( sobre como se daria a utilização das estruturas no pós Olimpíada).

Ainda nesse período, três políticos de peso no cenário carioca foram condenados a pagar uma multa diária individual de R$ 10.000,00 enquanto um planejamento formal do legado olímpico não fosse apresentado. São eles o governador do Estado Luiz Fernando Pezão, o ministro dos esportes Leonardo Picciani e o ex- prefeito do Rio Eduardo Paes.

Em 22 de junho foi criada uma audiência pública por parte do Ministério Público para investigar o investimento de verba federal para o desenvolvimento do evento. Estando a frente do processo, o Grupo de Trabalho (GT) das Olimpíadas vêm atuando na definição do que será feito sobre o legado físico, ambiental e social.

No primeiro, está as construções de centros de treinamento e estádios, o segundo representa os planos para a despoluição da Baía de Guanabara que jamais foram postos em prática e o terceiro diz menção a falta de investimento na educação que deveria ter sido redirecionado e não o foi e da realocação das 70 mil pessoas que foram removidas de suas moradias para a execução das obras.

O GT das Olimpíadas entrou também com um ofício para investigar o destino de verba federal usada para cobrir o déficit de R$ 132 milhões decorrentes dos jogos olímpicos. Dentre os órgãos públicos convocados para esclarecimentos estão o Ministério do Esporte, o comitê dos jogos, a Agencia Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos e a Empresa de Correios e Telégrafos. O autor do ofício e membro do GT das Olimpíadas, o procurador da República Leandro Mitidieri ressalta a importância de se esclarecer o destino do dinheiro. " Há uma pressão internacional para que esse déficit seja arcado pelo governo brasileiro, mas não há autorização legal para mais destinação do dinheiro público para os jogos".

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