São Paulo está a um pulo, o Rio está a um susto

Paulista sem pau é lista/Paulista sem lista é pau/Tirando o pau do paulista/Paulista fica sem pau...
Cantiga d’antão, em Parati gozávamos os paulistas ao ritmo de samba com essas músicas, nos bares da praia. Vou entrar nessa discussão de evasão da cidade com a invasão da perversidade. E essa perversidade não dá pra botar só na conta de Crivella e seu atraso, de Cabral e seu arraso. São apenas os retratos, esculpidos em Carrara. São Paulo? Tá doido, pra lá não vou. Vou e volto, no máximo. Sem praia, mata, lagoa, só cimento. Muito punk, se diria hoje.
Mas a carioquíssima instituição da praia não basta mais. Fundamental, mas outros são os tempos e os seus os usos e prazeres. As lagoas continuam belas, belas e sujas, pintou sujeira!
Nas matas os morros, o descaso, a pobreza, a ausência do Estado, que droga! Droga, exatamente. É isso. Tá tudo dominado pela droga e seus empresários. Os morros do Rio foram tomados pelo negócio altamente rentável das drogas e sua distribuição. Distribuição de gás, luz e transporte, vêm junto. São as drogas dos nossos dias. As outras existem desde sempre, e seu uso foi sempre discutido.
Ilegal é mais legal, dá pra faturar mais. Guerra dá grana. Tem a corrupção e os armamentos, o contrabando e propina, defesa é coisa cara, a cadeia produtiva é enorme e os interesses, gigantescos. Uma importante ponta dessa distribuição é o morro carioca, que fica junto e misturado na heróica cidade, mas os tempos de heroísmo já passaram e ficamos sós, apenas com a guerra nossa de todo dia, que só aumenta e assusta.
Lisboa, USA, interior, São Paulo, quem vai? Quem fica? Sem esse par ou impar, sem alarmismo, mas, sem sacanagem... tá foda!
O pessoal da Rocinha e do Alemão não vão. São os alvos, estão na mira. Sistema perverso.

Please reload