Temer sofre intervenção militar


A intervenção foi cirúrgica, mas, desde a Guerra do Golfo, temos de interpretar o termo com reservas. Portanto, cabe desde já salientar que não me refiro à companhia daqueles militares mais dispostos a deixar o presidente ainda mais fora de combate do que os próprios companheiros da ativa.

Acossado por grave obstrução regimental na câmara bexiguenta, incômodo prestes a se tornar crônico pelo número de bactérias que logo infestariam o plenário com órgãos fechados e anticorpos corporativos, o canal exclusivo não aguentou a excessiva contração, gerando o desconforto no senhor das trevas que respira por aparelhos distribuídos à base.

Acometido de desconforto extensivo ao baixo ventre, que inclui o clero inferior proximal, ainda uma sequela da síndrome de Janot, foi recomendado a Sua Excelência uma sondagem vesical de alívio por vídeo.

O procedimento, não tendo áudio, impunha a presença do seu marqueteiro Elsinho Mouco, especialista escolhido, como o nome bem expressa, por ser surdo aos panelaços e às gritantes pesquisas de popularidade, fenômeno que levaria ao marketing político os ouvidos de mercador.

Durante a delicada operação, foi instalada uma sonda da Sete Brasil, lavada a jato para evitar a septicemia, com o objetivo precípuo de, pelo prepúcio, atingir a região pélvica do paciente. Já o povo, anestesiado pela crise, parece condenado aos efeitos de um coletivo exame de próstata.

Apesar da dolorosa ocorrência, um benéfico efeito colateral foi captado a partir do vazamento do boletim médico, gravado clandestinamente, porém liberado pelo subpremo.

Não obstante a manifestação decorrente do mal de Janot ter se revelado à tarde, o membro presidencial viu-se acometido de ereção peniana noturna, criatura das trevas que é.

Fato é que, com os votos incertos dos tucanos azuizinhos, ouve-se claramente uma determinação do chefe do Executivo ao interlocutor:

- Tem que manter isso, viu?

#MichelTemer