Recall Center Presidencial: o embuste da "não notícia"

 

 

As pesquisas Datafolha e Ibope sobre eleições presidenciais servem apenas para assustar a população, como se já não tivéssemos motivos suficientes para susto, desespero e pânico supremos, oriundos dos três poderes já constituídos.

O problema maior salta justamente da manchete dada por quem encomendou o embuste, o Globo, o tal do recall, quando estampa a ‘não notícia’: Viagens e recall dão vantagem a Lula e Bolsonaro.

Em comparação com o todo poderoso que nada sabe e nada vê, o segundo colocado entrou na chamada não como Pilatos no Credo, haja vista a surra de 35 a 13, mas com o intuito de promover uma falsa polarização.

Habitué das primeiras páginas, usualmente consagradas à política nacional, Lula é notícia desde 1980, tendo o figurão figurado em todas as cédulas de votação presidencial de 1989 a 2006.

Xodó da classe artística desde sempre, portanto senhor indireto do Segundo Caderno e da Folha Ilustrada, talvez por jamais ter lido um livro, contornou o problema ao ser tema de filme chapa-branca.

Entre outras chapas com as quais somou forças, Serginho Cabral por exagerado exemplo, o personagem de O filho do Brasil foi o fiador e principal eleitor da chapa quente Dilma – Temer.

Na ocasião, o pai da Copa e das Olimpíadas, avô do PAC, já frequentava as páginas esportivas, 7 a 1 pros “alemão” Cabral, Paes e Nuzman, medalhas de ouro, prata e bronze para as empreiteiras do cartel desbaratado.

E matérias policiais de Celso Daniel ao Petrolão, com escalas no mensalão, onde se disse traído, Guarujá, Atibaia, agências reguladoras, Itaquerão e criminosas palestras aéreas nas asas da Odebrecht. Isso pra não falar dos filhos que lhe herdaram o nome, metidos na Gamecorp ou em escandalosas consultorias Ctrl c Ctrl v, regiamente pagas por empresas interessadas em bons negócios com seus governos diretos e indiretos.

Ou seja, o deus da autoproclamada esquerda ocupa todos os espaços da mídia, espectro que inclui as redes sociais.

Bem ou mal, falam do condenado – investigado ou ainda réu - o tempo todo. Aí vem o Ibope, o Datafolha ou qualquer instituto e pergunta em quem o pobre e desavisado entrevistado vai votar. Ora, ora, em quem?

Quem está umbilicalmente ligado à presidência desde 1989? Quem está nas manchetes há 37 anos? Quem tem um partido organizado pra chamar de seu desde a fundação? Quem possui uma legião de jornalistas devotos?

Foi o recall dos anúncios estrelados pelo garoto-propaganda de 1001 utilidades que transformou a palha de aço em Bombril. Foi o recall dos filmes comerciais de jogadores de futebol do passado, quando o Gilmar mais conhecido não era o Mendes, mas o do Santos de Pelé, Neves, e não o Gilmar de Aécio e suas 46 mensagens,  que transformaram lâmina de barbear em gilete e, mais adiante, em bissexualidade chula, politicamente incorreta.

É o recall que chama um índice de aceitação ou rejeição de Ibope alto ou baixo, apesar de o instituto responsável pela pesquisa divulgada hoje não ser nenhuma Brastemp.

Please reload