Naquela água

A perseguição a Lula não tem fim. Pelo ar, pela terra ou pela água, o ministério público insiste em atacar o legítimo candidato das esquerdas, querendo imputar ao líder máximo dos povos oprimidos a condição de culpado de crimes cometidos por colaboradores, sem a autorização ou o conhecimento do Todo Poderoso que nada sabe e nada vê. Agora emerge da piscina ou do laguinho dos pedalinhos a famigerada planilha Aquapolo.

Igualmente sem provas como as demais, a nova acusação infundada refere-se ao já famoso sítio de Atibaia, onde o ex-presidente teria ido umas quatro ou cinco centenas de vezes a partir do final do seu sacrossanto mandato.

Se o fez, foi na busca de uma agradável visita-surpresa aos amigos proprietários, donos da casa que, infelizmente, por agendas conflitantes, empenhados nas obras da reforma, nunca estavam no local.

Fato é que a perseverança é um inequívoco predicado seu, haja vista as eleições presidenciais que disputou, sempre na esperança de melhorar o padrão de vida dos mais necessitados.  

Todavia, como tantos outros funcionários do executivo que frequentavam Atibaia, tais anfitriões fantasmas eram irrepreensíveis na arte de agradar eventuais hóspedes de última hora.

Entre as evidências circunstanciais apresentadas pelos incansáveis algozes do mártir, foi apresentada uma magnífica adega climatizada, como se as bebidas não pudessem pertencer aos legítimos proprietários, talvez dispostos a agradar aos visitantes ilustres que porventura se aventurassem pela aprazível região.

Para a devida instalação do ambiente, temperatura controlável e umidade padrão, bem como para harmonizar com o acabamento da reforma empreendida pelos eternos ausentes, agora surgem registros em uma planilha da Odebrecht irrigada por seu frenético departamento de propinas. Tudo para competir com a coirmã OAS e com o amigo Bumlai, todos interessados no bem estar dos diligentes desaparecidos, sabidamente influentes à revelia do continuado sumiço.

Por outro lado, pelo prisma dos investigadores, quem poderia se beneficiar da maiúscula quantidade de álcool estocada no sítio, senão uma pessoa que fosse inteiramente dedicada ao copo, que não resistisse a uma taça durante as 24 horas do dia?

Pois circula nas redes sociais uma confissão da inesquecível pupila de Lula, feita em terras lusitanas. A criatura - e não o criador - deve ser o objeto da planilha Aquapolo, pois necessitava de uns bons goles para manter a sua cabeça sempre pronta para o trabalho, coitada.

Há inúmeros registros em vídeo das condições mentais da presidenta golpeada que, como work-alcoholic confessa, não necessita de punição, mas de ajuda. Para tanto, sugiro o carinho maternal de Adriana e Rosinha.

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