Recall do recall

Em recente artigo intitulado Recall Center, escrevi sobre o assunto, mas parece que o tema deve ser seguidamente esclarecido para que formemos um... recall sobre o embuste embutido nas pesquisas eleitorais, sobretudo as que tratam de eleições presidenciais.

Do jeito que são apresentadas, servem unicamente para alarmar a população desavisada, como se já não tivéssemos motivos suficientes para susto, desespero e pânico supremos, oriundos dos três poderes já constituídos.

O problema maior salta justamente da manchete dada por quem encomendou a pesquisa para transformá-la em uma empulhação pseudoestatística, levantamento a serviço de uma falsa polarização: “Lula lidera e Bolsonaro se consolida em 2º”, isso quando 65% dos entrevistados optaram por responder o seguinte ao desatento instituto: ninguém (19%) ou não sabe (46%).

Ora, ora, se Lula está em campanha nacional e é conhecido por – vá lá - 90% dos eleitores, creio que o líder está mal na foto com seus 17%.

Bolsonaro estaria até melhor com 11%, já que o seu recall não chegaria aos pés dos Nove Dedos.

Em bom português do marketing político, é o recall que chama um índice de aceitação ou rejeição de ibope alto ou baixo, apesar de o instituto responsável pela pesquisa divulgada hoje ser outro.

Portanto, é hora de se virar a página dessa enganadora datafolha para chegarmos à interpretação correta, a de que existe uma larga avenida aberta nas faixas do centro.

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