Negócios Internacionais

 

Apex-Brasil prevê bons resultados no comércio exterior

Em encontros com jornalistas realizado em São Paulo e em Brasília, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Roberto Jaguaribe, apresentou uma avaliação das ações da Agência em 2017 e expressou otimismo em relação ao comércio exterior brasileiro para 2018. Jaguaribe abriu os encontros lembrando que, depois de dois anos negativos, a economia brasileira exibe sinais de recuperação, o que se reflete também nas exportações. “No ano passado, o Brasil fechou exportações de US$ 185 bilhões e, este ano, em novembro já havíamos chegado aos US$ 200 bilhões, de modo que as expectativas são positivas”, comentou. Em 2017, a Apex-Brasil atendeu a mais de 11 mil empresas que exportaram US$ 51,6 bilhões até outubro, o equivalente a 28,1% do total vendido pelo Brasil ao mundo.

 

O presidente da Agência também destacou o trabalho feito ao longo do ano para atração de investimentos estrangeiros para o país. “Ao longo deste ano, ampliamos a parceria com ministérios e outros órgãos de governo e realizamos ações importantes, principalmente em parceria com a Secretaria do Programa de Parceria em Investimentos (PPI), com foco na atração de investimentos para infraestrutura”, explicou. Um exemplo foi o Brazil Investment Forum, evento realizado em maio em SP que contou com mais de 1200 participantes e investidores de peso de diversos países. Ao todo, foram 38 eventos voltados a prospecção de investidores, em locais como China, Espanha, Estados Unidos e Alemanha, entre outros.

 

Outro ponto de destaque em 2017 foi o lançamento do Mapa Bilateral de Investimentos Brasil União Europeia, que trouxe dados relevantes sobre os investimentos cruzados entre os dois parceiros. O Brasil é o principal destino de investimentos europeus na América Latina e o segundo maior destino de recursos europeus fora da Europa. Por outro lado, saem do Brasil quase 70% dos investimentos que são feitos na Europa por países da América Latina. O montante do estoque investido, de cerca de 130 bilhões de euros, coloca o Brasil como um investidor mais expressivo no bloco do que todos os outros países dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Criada  ZPE no Porto Açu,  no Rio de Janeiro

 

O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), presidido pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), recomendou à Presidência da República edição de decreto que cria a Zona de Processamento de Exportação de Açu.

A decisão foi tomada durante a 22ª reunião do CZPE, conduzida pelo ministro Marcos Pereira. “A criação da ZPE do Açu representa um momento histórico e relevante para o Rio de Janeiro”, disse o ministro.

 

Proposta pelo governo do estado do Rio de Janeiro, a área indicada para a ZPE fluminense está inserida no distrito industrial de São João da Barra em área contígua ao Porto do Açu. Com 182,2 hectares, a administração dessa Zona de Processamento deverá ser concedida à iniciativa privada, por meio de processo de licitação a ser levado a cabo após a edição do decreto de sua criação. Caberá ao vencedor a responsabilidade com os custos de implantação do empreendimento, orçados em aproximadamente R$ 40,6 milhões.

 

Governo apresenta nova versão do Siscoserv Dash

A consulta de dados de comércio exterior de serviços está mais completa. A Secretaria de Comércio e Serviços (SCS), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), lançou, no último dia 5 de dezembro, a segunda versão do Siscoserv Dash, uma ferramenta que simplifica a visualização dos dados extraídos a partir das operações registradas no Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços e Intangíveis (Siscoserv).

 

Além das perspectivas de visualização pelos principais serviços comercializados e os mais importantes parceiros comerciais brasileiros, disponíveis desde a primeira versão, a segunda versão, desenvolvida por servidores da própria secretaria, incorpora um novo mecanismo de filtro que permite ao usuário analisar os dados pelas unidades da Federação (UF).

 

A ferramenta contribui para uma maior transparência e facilidade no acesso aos dados, pois torna possível customizar o conteúdo disponível de acordo com os interesses dos usuários e possibilita uma visualização de informações gerenciais sobre o setor. Com um layout simples e amigável, a nova versão traz gráficos ainda mais dinâmicos e interativos. Todo o potencial da ferramenta está discriminado em um tutorial de utilização extremamente didático, disponível por meio de um tour interativo, que percorre gradativamente todas as funcionalidades do dashboard.

 

Consórcio estimula negócios entre Brasil e Europa

Empresários em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro poderão contar com um serviço para facilitar contatos para negócios na Europa e desenvolver tecnologia.

 

Um grupo de quatro instituições brasileiras e oito europeias (da Alemanha, Portugal, Bélgica, Áustria, Espanha e Turquia) uniu-se em consórcio para estimular pesquisa, inovação e a realização de negócios entre Brasil e Europa.

 

As instituições brasileiras são o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a Universidade de Campinas (Unicamp), a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em Empresas Inovadoras (Anpei) e o Conselho Nacional de Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).

 

A União Europeia vai investir 3 milhões de euros para implantação da Rede Europeia de Centros e Redes de Pesquisa e Inovação (Enrich, sigla em inglês), que já existe nos Estados Unidos e na China. O primeiro escritório foi inaugurado em Brasília, no final de novembro. Outros dois serão montados em São Paulo e no Rio de Janeiro. O Enrich no Brasil começa a funcionar em 2018, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
 

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