Instintos primitivos

Neste verão, há um jogo suspenso, com muita gente aguardando o dia 24 para ver que bicho vai dar. E não vai aqui qualquer alusão homofóbica sub-reptícia ao suspense, em função da fezinha no consagrado número oriundo da loteria popular, fora da Caixa.

Ao contrário da megassena da virada, o jogo do ano chegará sem impostos outros se não o mínimo necessário para bancar a propina institucionalizada e parte do carnaval sem recibo, mas onde vale o que está escrito, sem direito a recursos às instâncias superiores.

Até porque 24 pode ser cabra fora do grupo, cabra-macho, sim senhor, capaz de dar nome aos bois, sejam os mamíferos touros, vacas ou amigos-ursos.

O animado desenho da política, que até aqui só anima dois dos concorrentes que mamam um na candidatura do outro, traz à baila um desenho animado excelente, filme da estação das férias, do recesso, que volta e meia é lançado em nova aventura. Trata-se de Meu Malvado Favorito.

Estrelando... Roberto Jeferson, o homem que denunciou o Mensalão e expôs um de seus instintos mais primitivos ao combater o ora redivivo Zé Dirceu na CPI dos Correios.

Ambos voltaram a atacar, o prisioneiro em férias dourando o habeas corpus. Sim, a múmia está de volta à mídia e às redes companheiras, conclamando os movimentos sociais a atuarem contra a ditadura da toga.

Pois graças ao mais primitivo dos instintos, o da reprodução humana, por meio da filha, a ser empossada titular do Ministério do Trabalho, mesmo com passivos trabalhistas contra a virtual ministra, o poderoso personagem já mostrou as suas armas, nada secretas. Ele sabe unir, como ninguém, os cleros de alto a baixo, de cabo a rabo, cabo solto a rabo preso.

Te cuida, Lula. Há 14 anos, o delator espontâneo do mensalão, não premiado, disse que você não sabia de nada sobre as mesadas aos parlamentares, que era coisa do Zé. E agora, José? Tchan, tchan, tchan, tchan.

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