Se o Antônio morto em Canudos é bom conselheiro, eu não posso afirmar, por falta de intimidade com as coisas do além. Entretanto, uma péssima conselheira é Gleisi, a Amante da lista da Odebrecht, que se acha muito viva.

Foi a presidenta do PT, que já morreu e não sabe, a primeira a falar que teriam que matar gente antes de prender o chefe aconselhado, o Amigo listado.

Ao anunciar a resistência, e revelar a disposição ao martírio beato aos quatro ventos, cobrindo os 360 graus do poder da imprensa, involuntariamente a Narizinho invocou Canudos.  

Em encontro com intelectuais no Leblon, onde sobravam canudos na plateia e faltava no palco-palanque, o desagravado soltou a língua presa, talvez inspirado pelo teatro Casa Grande, agora Oi, como Lulinha sem paz ou amor, espaço acostumado a abrigar farsantes exploradores da senzala.

Sempre orgulhoso de sua ignorância, em última análise a razão de sua esperteza, ele pediu socorro à História, à área de Humanas, ali representada de general a soldado.

E, em plena noite carioca, deu a ordem do dia. Com a boca no trombone, fez soar os clarins para a batalha de Porto Alegre, cujo sangue preanunciado lembra a de Itararé, famosa por não ter havido. Com toda verve que o colega de divindade lhe deu, sugere um massacre do judiciário contra si, sem dó.

“Esse cidadão vai a Brasília pedir proteção da Suprema Corte sem dizer quem está ameaçando. Esse cidadão é bisneto do general Thompson Flores, que invadiu Canudos e matou Antônio Conselheiro. É da mesma linhagem. Quem sabe esteja me vendo como cidadão de Canudos”. 

Mesmo com a audiência carregada de artistas globais e jornalistas de outros cantos, o líder prometeu a volta da censura.

“Eu quero que eles saibam. Trabalhem pra eu não voltar. Porque se eu voltar vai haver uma regulação dos meios de comunicação”

Se não com todas as letras, as aspas do provável candidato sub judice expõem o controle da mídia como plataforma.

Mas Plataforma era outro lugar do Leblon, de onde outro Antônio Brasileiro, Tom Jobim, com canudo de Maestro, entre um escocês e o próximo, costumava dar os seus conselhos e exercer sua sublime dissonância intelectual.

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