Vai Malandra

Deve ser mais um sinal desses tempos loucos. Agora mesmo, quando as coisas pareciam andar ordenada e organizadamente de cabeça para baixo, eis que chega a notícia de que o ditador da Coréia do Norte é brasileiro e, como tal, elegível.
- Meu nome é Pwag, Josef Pwag. Filho de Ijong Tchoi. Membro do explosivo Pumm – Partido Unificado Por Um Mundo Melhor. Eu tenho a bomba, a solução final...
Como comentou o Macaco Simão: “te cuida, Bolsonaro”.
Ah, dirão, não é brasileiro; tem apenas passaporte brasileiro. Seria brasileiro apenas aos olhos e aos risos do mundo. No máximo, um turista brasileiro, como tantos em Miami, um brasileiro fake, sem cidadania, um coreano que sonhava conhecer a Disney e viajava disfarçado de brasileiro apenas para não chamar a atenção. Não deverá ameaçar a corrida dos candidatos de outubro...
Afinal, um imitador do ditador Kim Jong-un já fez sucesso na China vendendo espetinhos numa rua de Sheniyang e hoje anda perdido pela multidão. Recentemente, outro sósia do incrível ditador roubou a cena nas Olimpíadas de Inverno de Pyeongchang. Chama-se Howard, já morou na Inglaterra, na Austrália e no Brasil. Talvez seja o turista do passaporte.
O Itamarati já abriu procedimento para investigar a boutade que faz o mundo rir e, como provavelmente já deve ter sido demitido o contínuo responsável pela trapalhada diplomática, dentro de um ano saberemos o que aconteceu naquela primavera de Praga.
Aqui, neste quente verão de carnavais libertinos, a notícia é outra: o renomado neuropsicofarmacologista brasileiro Elisaldo Carlini foi intimado a depor numa delegacia de polícia de São Paulo por apologia ao uso de drogas. O velho professor, pesquisador da Universidade de Yale, orientador do doutorado da Unifesp e reputado maior especialista brasileira em entorpecentes, a princípio achou que se tratava de engano ou brincadeira de mau gosto, mas acabou tendo que comparecer à segurança pública sob vara.
Afinal, ousara falar a uma platéia de doutores em psicofarmacovigilância sobre “Uma visão da Cannabis medicinal na neurologia: epilepsia, doença de Parkinson e esclerose múltipla”.
Membro do Expert Advisory Panel on Drug Dependence and Alcohol Problems da Organização Mundial de Saúde e do comitê de assessoramento da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), pegou a muleta e arrastou seus 88 anos, as pernas trôpegas e um câncer para ir explicar-se ao delegado, que, seguindo a cadeia de comando, deverá ser chamado a explicar-se ao novo ministério.
Mas eis que, quando tudo parece ir de mal a pior, chega a alvissareira notícia de que a estonteante cantora Anitta foi convidada a representar o Brasil no seminário Brazil Conference que as renomadas universidades Harvard e MIT organizarão este mês em Massachussetts, Estados Unidos. Ela ainda não confirmou a presença, mas torcemos para que aceite o convite.

Afinal, tem pernas firmes e lindas, embora garanta que não é gostosa não. É a meia, ela jura, que esconde a celulite.
Nem tudo está perdido.

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