O Cofrinho da Delfin

O título nada tem de trans ou homofóbico, ao contrário do que possa parecer diante do caso do famoso tio apanhado com um sobrinho em um Belo Monte de sacanagens.

Até porque o cofrinho que caracterizava essa enorme poupança não seria bem o termo para o colossal rego exposto, proporcionalmente um amazônico Xingu a montante da cueca, cujo chamativo batom tem potencial elétrico para levar novamente à baila a dita honesta criatura, evidentemente mais dada a arroubos eólicos.

Além do mais, o Delfin que encabeça o artigo é escrito com N, de Netto, em vez do M de Maria que encerra o nome do coroa que era ministro do planejamento na ocasião do estouro do caso Coroa-Brastel. Este foi mais um dos muitos escândalos financeiros dos tempos da brilhantina, da ditadura e do cofrinho da Delfin, quebrado pouco antes como um abarrotado porquinho de cerâmica. Mas nunca ninguém pagou cofrinho por isso.

Portanto, amigo de ditaduras militares, recentes e maduras, não foi à toa que o PT, sempre apegado às escolas e às universidades, logo tratou de se aproximar do Professor, conforme o célebre colunista da Carta Capital era conhecido nas turbinadas rodas da Odebrecht.

Abençoada pelo papa petista, então um atento aluno do mestre das desprotegidas finanças públicas, criador não ainda elevado à condição de deus, Dilma, naturalmente, fez-se representada por um Cardeal, talvez para diversificar a matriz de suas energias.

Para tanto, aluna obediente do Professor Delfim, a bruxa lançou mão do Paloccinho, irmão do Italiano, bem como de sua barragem natural na Casa Civil, a Erenice velha de Guerra, inseparável colega de caldeirão.

Acostumada a armar barracos interministeriais, a presidenta armou um consórcio mambembe para ganhar a concorrência fraudada. Tanto que a vencedora da licitação - risos etimológicos do autor - teve de contratar a segunda colocada para tocar o barco no Rio Xingu.

Com isso, graças ao cofrinho do Delfim, a não da Delfin, peça engordada em R$ 15 milhões em honorários, a estocadora de ventos enfim há de emergir da poeira levantada por Pasadena, a ruivinha sirigaita do Texas, para ficar ligada a um escândalo de proporções amazônicas.

Como sempre se soube por aqui, mas nunca restou provado, porquanto sempre prescrito, o cofrinho simbolizava a entrada de moedas – inúmeras nacionais durante os anos de (hiper) inflação, o tradicional dólar, o saudoso franco, a pedante libra, o agregador euro e o cotidiano real do porquinho de barro -, mas não a saída.

Feito de lama, em alta temperatura, quem sabe teremos enfim a fortuna de ver o cofrinho, que deve reservar uma Boa Fortuna, ser finalmente quebrado pelo martelo da justiça?

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