O nome da Rosa

Solidão de manhã, cuja tez é branca, branca de paz.

Procuro adjetivos para simbolizar a Rosa de ontem.

Como se sabe, as rosas não falam; simplesmente exalam o voto, por meio de intrincados mecanismos.

A despeito da dissonância interna, soou como música aos nossos ouvidos. Com letra digna de Djavan, nada prosa, compôs a prosa de latim castiço e juridiquês clássico.

Em daltônico tom de Açaí, a guardiã da colegialidade portou-se como a Rosa púrpura não do Cairo, que pouco bebeu do Direito Romano, mas da última flor do Lácio, em seu reduto mais barroco.

Rechaçando variações frívolas da constituição, a Rosa arrasa o projeto de vida da estrela do seu próprio caminho.

A Rosa recusa, uma vez mais, a voz individual, a carreira solo, em prol do coro, sublimando o couro verde oliva e o som de assombração, puro afã, bem como a ira de tubarão que sangra toda palavra sã.

Mas aproveite, porque a promoção tem tempo limitado!

Quando entrar setembro, o sol de primavera fará brotar o perdão até as calendas gregas, onde mora o trânsito em julgado.

A lição sabemos de cor, só nos resta aprender... a votar.

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