Como torcer?

 

Finais do carioca com público de pelada e artilheiro com pior índice da história desde 1911! Não vamos começar com comparações, os tempos são outros, de marcas, arenas, patrocínios, empresários, programas de rádio e TV, enfim, muuuito comércio.
Sem comparações, mas não dá pra não se referir ao tempo em que uma final levava 100 mil pessoas ao Maraca, ops, Arena não sei o quê (desculpem, não sei se o nome é Arena Maracanã). São precisas umas cinco finais para atingir esse número. A exceção confirma a regra: a final entre Botafogo e Vasco teve público de mais de quarenta mil pessoas, e sem o Flamengo, que costuma encher os estádios, ou arenas, nas finais.
Nosso futebol está valendo cinco vezes menos. O carioca, fique claro. Não tem limite a esculhambação em que se tornou. Os campeões das Taças Guanabara e Rio não estão na final! Regulamento bão é isso! A forma de disputa, a cada ano uma diferente, se superou. Simplesmente não dá para o espectador comum entender. Até os milhares de comentaristas da nossa imprensa esportiva têm dificuldade. É coisa para poucos, apenas para os sábios dirigentes no nosso esporte bretão, pois todos sabemos que temos nossos Sérgios Cabrais na Federação de futebol, pois não?
Como torcer se não se sabe o que vale cada jogo, se o time chega em terceiro e está na final, o outro ganha o turno e não está? O que vale cada jogo? Sei lá, não dá para explicar, mesmo. Mas o fato é que os jogos são nivelados por baixo. E temos que ouvir de “profissionais da imprensa” que é o contrário. Caramba! Claro, se disser a verdade muda-se de canal e pronto: vai-se a audiência com suas consequências e, para ficar na rima, haja paciência. Falência, é o que é. Cada um tem seu time, a paixão é eterna, mas tem limite. A TV transmite futebol de primeira diariamente, nossos craques (presentes e futuros) estão todos na Europa, ficam por aqui os bonzinhos. Jogos com torcida de apenas um time, muitas vezes (a final em Sampa foi assim). OK, não é só no futebol que as rixas estão na ordem do dia, mas jogo de uma torcida só é de dar dó.
Chega. Sem comparações, foi apenas o desabafo de um torcedor aflito. Ser campeão carioca já deu onda.

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