Aqui jaz

 

Tá lá um corpo estendido no chão... Cheguei de viagem, fui ao banco para uns pagamentos, a Sá Ferreira interditada. Viaturas policiais, armas para fora, o povaréu se amontoando (querendo sangue?) e um corpo coberto pelo indefectível saco plástico preto. Nossa guerra diária, nossos cadáveres pelas ruas, inocentes ou não. Bala perdida é bala atirada sem alvo, sem estratégia, sem medir (?)conseqüência. Condições adversas das forças de segurança, armamento de ponta com a bandidagem, falta de controle nas fronteiras, corrupção em todos os escalões? Todas as respostas acima.
Não temos mais questões ou dúvidas, o túnel não tem fim. O Beltrame! Até tu, bruto? A confirmar, que decepção, nosso xerife com estrela no peito, estudo acadêmico e modernidade no método, levava o dele no fim do mês. Todo mês! É o que delataram, esse o novo instituto do Direito moderno, onde a falta de caráter e de lealdade ganharam status de prova irrefutável. Quem delata são doleiros, escroques trambiqueiros a serviço de nossas mais altas autoridades. Dá um tempo... Tá todo mundo no esquema, não sobra um, meu irmão? Já que estamos em rememorações do 68 em Paris e aqui, pare o mundo que eu quero descer.
Difícil, tempos terríveis, câmaras de segurança não dão conta de tanto flagrante delito. Gravações e delações, o big brother é geral. Debaixo dos edredons palacianos e entre os banhos e as refeições, há câmeras. O painel de votação da Câmara tá contaminado, tá tudo dominado. O do Senado também. E o da Assembléia fluminense. Faxina geral, ou locupletemo-nos todos.
Ta lá um corpo caído no chão, o do país. Malandro junto de trabalhador, sem foto de um gol e sem pastel. Só pastelão.

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