#Temerfora

A ordem dos fatores alterou o produto, mas ainda cabe a hashtag que instituiu o bordão que circulou com força de turbilhão pela internet em substituição ao humilhado #nãovaitergolpe.

Se bem que, uma vez respeitadas as regras do velho jogo da velha, golpe não houve, e sim uma briga de foice entre partidos comparsas que desaprenderam a discutir a relação propinas / pixulecos.

Mas fato é que, na maciota de um vazamento para o Globo, Temer abdicou em favor de Meirelles. Aqui abro uma digressão, um pouco mais que um parêntese, talvez um colchete ou mesmo uma expansiva chave, pelo implícito significado da expressão, em prol da qual tomo emprestada a hierarquia matemática.

Vamos lá: Temer conseguiria abdicar em favor de seu ex da Fazenda? Ou o termo correto seria abdicar contra o capaz capataz? Não por acaso, o ex do BC de Lulinha Paz e Amor foi o preferido do Criador para comandar a Economia de Dilma enquanto poste, mas viu-se preterido pela rocambolesca criatura nos áureos tempos de elétrica popularidade? Viram? Não há parêntese que comporte tanta asneira acumulada, estoque infinito de flatulência cerebral.

Muito bem, sendo a massacrante impopularidade de Temer a única herança não patrimonial econômico-financeira disponível no horizonte eleitoral, com ou sem reforma, se eu fosse o Vampiro do Jaburu, bateria asas da disputa pela reeleição para apoiar o companheiro Lula, ora em luta por um frigobar.

Imediatamente, receberia 20% de aprovação do rebanho não pensante, acompanhado de discursos acalorados de Gleisi e inflamados de Lindblearghhhh.

Seria a medida perfeita para o projeto de emenda constitucional que prevê o foro privilegiado para ex-presidentes entrar na pauta das PECs com urgência urgentíssima.

Se hoje a aprovação é travada pela intervenção no Rio, um mero detalhe, o contratempo seria suspenso ou removido por decreto, já garantido o posterior aval do Congresso. Tudo para deixar #Temerfora da cadeia em 2019, ao lado do reclassificado presidiário, enfim #Lulalivre.

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