Senador ou desonra

Enquanto o palhaço distrai a plateia, os malabaristas assaltam a bilheteria.

O circo já teve função na Câmara, quando os parlamentares equilibraram dispositivos para sangrar o Erário, este já acostumado aos desfalques de rotina.

Agora a decisão está nas mãos do Senado, da Casa Revisora, que ainda pode fazer jus ao epíteto e frear a criminosa participação dos deputados, até porque seus eventuais defensores seriam regiamente pagos, tudo naturalmente às expensas das espoliadas vítimas.

Os senadores votam hoje, em regime de urgência urgentíssima, antecipada na promoção da esbórnia legislativa, as novas regras de divisão do butim oficial do Fundo Partidário.

Trata-se de um rearranjo das destinações permitidas ao bilionário assalto à população, por si só um acinte dos mais escabrosos, uma priorização às avessas que, na mão grande, puxa o pirão à insaciabilidade dos dirigentes dos partidos, com honrosas exceções e desonrosos apoios da tacanha extrema esquerda à direita mais reacionária.

O by-pass na Comissão de Constituição e Justiça parlamentar, onde o debate sobre as indecorosas mudanças propostas deveria ocorrer, há de promover questionamentos sobre constitucionalidade e instaurar a injustiça para o pleito de 2020.

Aliás, as eleições municipais do ano que vem constituem as justificativas oficiais da gangue pluripartidária que deseja roubar institucionalmente de forma legal – nos dois sentidos do termo.

O rearranjo das destinações do Caixa 2 rebatizado surge como um anagrama da palavra SENADOR. Uma vez reordenadas, as letras podem passar a significar DESONRA.

A conferir. 

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