Bonnie & Clyde - uma rajada de vento

Comédia romântica, na sessão da tarde, esparramado no sofá ou tórrido drama no escurinho do cinema, quem não aprecia uma boa história de amor?

Amor sincero, platônico, passional, proibido, carnal, bandido, tudo vale quando a narrativa é boa e os protagonistas fazem jus ao enredo, do primeiro olhar à demolidora culpa pelo affaire, do ingênuo flerte à aventura inconsequente, da atração irresistível ao desenlace fatal.

Ao contrário das tramas do inesquecível Casal 20, nem sempre o filme pode desaguar em happy end. Ou, consideradas as histórias da carochinha, na verdadeira ficção que encerra o bordão “e foram felizes para sempre”.

De cara pintada ao senado federal, do paraíso ao ostracismo, hoje uma velha história de amor pode, enfim, sair do armário.

Não, não é isso que você está pensando, pois o Casal 171 é hétero, com todos os ingredientes que envolvem os casais tradicionais: marido, esposa, filhos, famílias, ocupações, polícia na porta, núcleos pobres, empresas ricas, personagens humildes, políticos poderosos, juízes rigorosos, desembargadores inescrupulosos, ministros do bem e do mal, e tudo mais que Hollywood nos ensinou a imitar.

Fato é que o multimilionário fundo partidário transformou a presidenta do PT, vulgo Amante da lista da patrocinadora Odebrecht, em uma das mais cobiçadas fortunas do Jet set de Brasília.

A eleita de Lula, ou melhor, por Lula, não demorou a despachar o velho marido para escanteio para abraçar o sem-voto Lindinho, celebrizado como Feio nos anexos divulgados nos áureos tempos da moribunda operação Lava-jato.

Dizem as más línguas que as noites frias de Curitiba, nas quais Lindblearghhhh costumava fazer apaixonadas serenatas para o chefe preso, constituíram as verdadeiras responsáveis pelo romance interestadual.

Encolhidinhos por causa do sereno, os companheiros roubaram os corações um do outro, enquanto, entre juras de amor eterno ao cupido encarcerado, urdiram a divisão do fundo partidário.

Se os pombinhos só precisavam da bênção d’Ele na convenção, seus sonhos foram realizados.

Ouvi dizer que o exército de advogados do PT já entrou com liminar no Supremo solicitando alteração do apelido Amante para Namorada. Afinal, Companheira é um termo muito vago, que Lindinho diz para todas.

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